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Repúdio: Duas traições em menos de seis meses põem o projeto de Rodrigo Valadares em risco, e os nossos empregos também.

Na primeira semana de setembro do ano passado, após a direção nacional do Partido Liberal (PL) oficializar a Edvan Amorim que a direção geral da sigla em Sergipe seria destituída, o ex-senador da república, Eduardo Amorim, avisou: “a gente leva para todos os cantos aquilo que nós somos; a nossa essência. Rodrigo Valadares traiu o grupo, e, podem anotar, vai trair a minha amiga Emília Corrêa em 2028, quando ela deve buscar a reeleição.” Neste ponto, Eduardo estava errado. A opção por rumos diferentes aconteceu de forma breve, beirando a instantaneidade. Além da tomada do PL – tendo a posse de Moana Valadares ocorrida em 11 de setembro -, o atual grupo liderado pelo deputado federal – ainda filiado ao União Brasil, decidiu dobrar a aposta e apresentou Ricardo Marques como pré-candidato ao Governo de Sergipe.

A surpresa negativa para a gente – é para Emília -, estava embrulhada em papel de presente para os próximos meses, mas uma reportagem especial do Portal Metrópoles revelou para todo o Brasil os planos do alto clero do PL para as eleições deste ano. Em meio ao vazamento de informações sigilosas estava o nome de: Ricardo Marques para governo; a definição do vice em aberto; Rodrigo Valadares e Coronel Rocha para o senado. Havia ainda o nome de Eduardo Amorim, porém, riscado. A previsão interna da sigla em Sergipe era que este impacto direto em Emília ocorresse, de fato, a partir do mês de abril, após Rodrigo mudar de sigla, assumir a presidência e tentar dar as cartas do jogo.

Essas revelações nacionais caíram como uma bomba em nosso estado, e, como estamos preocupados com as consequências, desde a última quinta-feira, 26, estamos no mais sigilo possível conversando com secretários, diretores e gerentes de órgãos municipais na esperança de permanecermos na folha trabalhista da gestão. A expectativa por parte do nosso grupo é que a Dra. Simone Valadares, mãe do deputado e nossa ainda secretária municipal da Família e Assistência Social, seja exonerada nesta primeira semana de março. Na mesma edição do Diário Oficial, é possível que muitos de nós sigamos o mesmo percurso.

Decidimos procurar a imprensa para deixar claro que somos contra todo o conflito iniciado e atirado pelo deputado [Rodrigo Valadares]. A gente não dá as caras por questões óbvias. A impressão que passa é que ele e a esposa estão preocupados só com eles mesmo, sem nem pensar em segurar na nossa mão. Nossa reação está acontecendo em consenso, na esperança que alguma coisa aconteça, que tenha uma pacificação e que nosso emprego seja mantido, mas estamos achando difícil de acontecer. Sabemos que é um direito dele escolher os caminhos a serem seguidos, mas esse pensamento individual vai deixar muitas pessoas desempregadas e nesse caso a gente não vai passar a mão na cabeça dele. Errou e pelo visto podemos pagar pelo erro dele.

Reiteremos o nosso desejo em permanecer trabalhando na Prefeitura de Aracaju e continuar contribuindo para que o projeto de uma nova cidade, proposto pela prefeita Emília Corrêa, se torne realidade. Em caso de deliberação pela dispensa coletiva, torcemos para que a minoria fanática e que não precisa de emprego possa se antecipar e pedir exoneração, enquanto nós, meros mortais e dependentes dessa renda, possamos continuar. Rodrigo, Simone e Moana Valadares optaram por romper com Emília e se aliar com Ricardo e Cecília Marques; nós preferimos não seguir o mesmo caminho deles porque no final do mês os boletos vão chegar, independentemente da insanidade política de alguns.

Elissandra Santana

Servidora Pública, podcaster e apaixonada por histórias que misturam humor e reflexão. Criadora do podcast 'Quem Nunca?', onde aborda temas do cotidiano com leveza e inteligência, traz em seu programa um olhar único sobre a vida. Redatora do Portal Lagartonet. Quando não está trabalhando ou gravando, é possível encontrá-la rindo e buscando novas inspirações para suas criações.