8 de Março: Luta que se renova nas ruas e na voz das ativistas em Aracaju
O Dia Internacional da Mulher não é apenas uma data comemorativa; é, historicamente, um marco de luta por igualdade, respeito e pelo fim da violência de gênero. Neste domingo (8), a capital sergipana se vestiu de roxo e outras cores para dar voz a essas pautas, em um ato que já está consolidado no calendário de lutas do mês de março. Em meio à multidão que ocupou as ruas de Aracaju, a presença da comunicação independente e representativa se fez crucial, com destaque para a atuação das ativistas e Afrocomunicadoras do Portal Lagartonet, Lary Almeida e Elissandra Santana.
Mais do que cobrir o evento, as comunicadoras foram parte ativa da manifestação, reafirmando o papel da imprensa negra e interiorana na construção de uma narrativa plural. A participação delas no ato deste domingo simboliza a interseccionalidade da luta: ser mulher, ser negra e ser ativista em um estado onde o acesso à voz sempre foi um desafio .
“Estar aqui no ato não é apenas sobre registrar. É sobre ocupar. A mulher negra sempre foi silenciada, e hoje a gente ocupa as ruas para dizer que nossa luta é por todas”, destacou Elissandra Santana, que há pouco tempo viveu um marco pessoal e profissional ao entrevistar a cantora Vanessa da Mata durante o Verão Caju, representando a força da comunicação do interior .
A Luta que não pode parar: contra o Feminicídio
O grito que ecoou no ato deste domingo teve um tom de urgência: a luta contra o feminicídio. Os dados alarmantes de violência doméstica e os casos de assassinato de mulheres em Sergipe e no Brasil foram lembrados por cartazes e discursos. A participação das comunicadoras reforça que, para além da celebração das conquistas, é fundamental manter aceso o alerta.
“Feminicídio é a ponta mais cruel do iceberg. A luta precisa ser diária, dentro de casa, nas delegacias e nas leis. Não podemos naturalizar a morte de mulheres. O 8 de março existe para lembrar que precisamos voltar vivas para casa”, enfatizou Lary Almeida, Afrocomunicadora do Portal Lagartonet.
A cobertura da data pelas comunicadoras reforça o compromisso do portal em dar visibilidade a pautas sociais. Assim como Elissandra levou a representatividade ao Carnaval de Sergipe, cobrindo a folia com um olhar étnico-racial e afetivo , a dupla agora se volta para a cobertura da luta feminina, conectando a realidade da mulher sergipana com o movimento global.
Um Marco no Calendário
A passeata deste domingo em Aracaju não é um ponto final, mas a abertura de um mês inteiro de reflexões. A presença de veículos como o Portal Lagartonet, na figura de suas afrocomunicadoras, prova que a comunicação sergipana vive um novo momento, onde o protagonismo feminino e negro ocupa espaços que antes eram restritos .
O ato deste 8 de março na capital sergipana, agora eternizado pelas lentes e vozes de Lary Almeida e Elissandra Santana, fica registrado não apenas como uma celebração, mas como um alerta histórico: a luta contra o feminicídio e pela valorização da mulher na sociedade precisa de todos, todos os dias.


